quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sua.

Nossas lágrimas nos afastam...
Não quero mais chorar com você.

Sou humana...egoísta e insegura
e até, às vezes, insensata.

Minhas palavras não são moedas....
são a expressão de tudo que se mistura,
tudo que foge, tudo que volta,
tudo que me compõe e que eu não entendo.

Eu só escrevo pra me ler.

Talvez assim eu me odeie menos.

A impressão que eu tenho
é da eternidade soprando seu vento no meu rosto.

Mesmo criticando meu querer conceituar,
meu amor por você hoje é inválido
de acordo com seu conceito de atos falhos válidos e concretos.

Sinto te informar que, neste mundo,
ninguém é perfeito e sem passado.

Mas a eternidade sopra em mim...
Longe de concretizar sua presença material eterna...
eu tenho cérebro
com memória e vida.

Meu antes e depois de você são bem distintos...
Apesar de eu desejar meu depois com você,
eu amputo meus pés atrás
e divido, com você, minhas asas...

Só quero se for leve.

Se for pesado,
prefiro minha eternidade individual,
feita de memória cheiro,
memória gosto,
memória tato,
memória olho,
memória alma,
sua em mim.
Minha...nua pra você.

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