quarta-feira, 22 de junho de 2011

Rehab

Já fui capaz de tanta coisa...
já arrisquei meus sonhos
só pra experimentar somethings...

Pedi licença de mim
pra perambular no escuro,
me sujar da dúvida,
da poeira das palavras
que eu criticava tanto...

Pulei de cabeça na imundice,
mas deixei meus pés amarrados
no chão que eu sustentei
com as verdades que descobri...
e que  eu precisava testá-las, pra ter certeza...
por isso...estive embaixo delas.

Amarrei meus pés lá...
e, hoje, aos poucos
volto a ficar de pé,
não mais de ponta cabeça.

Toquei meus princípios
com as pontas dos dedos dos pés
enquanto eu via tudo girar ao meu redor...
                    Dependendo do seu grau de embriaguez,
                    tudo que gira fica lindo.

mas a ilusão não substitui
a vida que passa em cada beijo sóbrio,
sincero e eterno.

Tô arrastando no meu chão...
pelo menos, todo o meu corpo está perto dele agora.
e, ainda pretendo levantar.

sábado, 18 de junho de 2011

Perseguição

Quebro o silêncio com jazz.
Em seguida, me escuto...indie.
Me embriago em fumaças mnêmicas
cores, cheiros, vultos...

Arrepios que deixam em equivalência
meus poros.
Eles têm história...
coisas que, às vezes, o vento revive.
Coisas que,
às vezes,
meu corpo finge.

Me embriagar de mim
faz com que os sentidos se confundam...
Lembranças oníricas
perseguem...e são.