terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nerd (era assim que eu te chamava quando não sabia seu nome há 14 anos atrás)

Na minha história
existem fatos que são marcos revolucionários.

Não te quero hoje, nem te quero mais.

Só tenho saudades do que eu já senti por você.

Incrível como dói aceitar o fim do sentimento.
Não dá pra descrever sua importância na minha vida
nem entender o tipo de amor fraternal que você ainda provoca.
Meus poros, porém, já não mais se encaixam nos seus.

sábado, 13 de novembro de 2010

subjetivo concreto

Ah! mas eu vou!
e vou de ônibus...
Essa minha vida vista da janela de um carro,
a rua que eu não conheço mais...
tudo é vulto
e música sem vivência
que toca no meu auto falante quebrado.

Sei lá... hoje eu acordei com uma saudade de mim
e com a vontade mais intensa de todas
de juntar os meus cacos.

Tô quebrada há uns anos já...

As pessoas vêm e sempre vão.
Cada uma delas me constrói e me destrói.
e nem são só elas...

Teci um castelo de sonhos inconscientes,
de fatos conotativos e insensatos
mas tão lúcidos que até então não percebi....

Até um minuto atrás
a lucidez, a meu respeito, não fazia parte de mim...
e eu sei que ela vai embora.

mas, agora, quero gritar pro mundo
que eu, hoje, saio de ônibus.