segunda-feira, 23 de novembro de 2009

da definição do não amor

Alice Ayres


Toda matéria possui uma certa força de atração.
O gosto por um corpo pode ser momentâneo
e o gozo instantâneo, mas efêmero.
O amor não.
O amor não é atraído.
Ele flui,
acontece...envelhece com o corpo
e não morre.

20 de novembro

Alice Ayres


pois é...
passou.
tô viva!
e nem te liguei!
parabéns! pra você??
não!
parabéns pra mim!
dia 27 será a missa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Putz...

Alice Ayres


Minha indecisão não se pontua
no amor que sinto por você
nem na falta que sinto
na presença de tua ausência

Minha dúvida não se baseia
em incertezas de te querer para sempre
em morar
e dormir, todos os dias, com você.

Se eu assumir você,
casa minha
será rua.

A indecisão se pontua, portanto,
no fato de ser ou não lícito
ter e amar você.

Aqui, posso gritar pro mundo:
já te tenho!
e te amo...
como amo...

A base da dúvida
está na extensão deste grito.
Acho que ele é só nosso.
Ele balança a minha subjetividade que, hoje,
se enrosca na sua.

Meu céu é você. Mas...no escuro.
Sem luzes,
nem de holofotes,
nem de refletores.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dual

Há três anos
eu reclamava da rotina medíocre,
monótona e insaciável de revolta
em que eu vivia.
Endeusava a loucura,
a insensatez,
a lucidez obscura de ações irresponsáves.

Enlouqueci no limite - se é que isso existe.
Fui insana sem perder a "compostura".
Como?
Para uns, ainda sou santa...
exemplo de vida, força, garra e razão.

Para outros...
sou o exemplo da hipocrisa ridícula
da civilização ocidental.
A loucura me domina
e o teatro me revela.

Para mim??

Tô pedindo socorro.
Não quero me definir...
Preciso me definir?

Cada lágrima que cai
dói.
Se não existir definição
que aconteça, no mínimo, uma aceitação.
Minha aceitação.

Copiando uma banda que eu não gosto: "o inferno são os outros".

e...no momento, meu céu é você.