segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sensação

aguçar os meus sentidos é algo
que você tem feito diariamente.

Apesar de te tocar uma única vez,
o tato dos seus lábios nos meus
é o que recordo e me faço acreditar.

A lembrança do seu cheiro me arrepia.

Seu gosto apurou meu paladar,
agora, não é qualquer coisa que me agrada.
Sabor único...

Ouvir você...
seu sorriso...
faz com que meus ouvidos me transmitam
paz
confiança.

mas...
olhar você, às vezes, me desespera.
não é fácil fingir...
não tenho vontade de fugir...
já faz parte de mim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

putz...
que beijo foi esse...!?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Gosto de outubro.
A chuva me lembra a dor
de algo que senti (passado)
É bom lembrar disso,
do fim.
E a chuva...leva o que não se agrega
o que não se firma...
preparando o espaço para o novo,
que simplesmente chegará,
ou que irei construir.

Alice Ayres

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da saudade

Alice Ayres


Saudade é uma coisa esquisita.
Sentimos saudade do que não existe mais,
do que, talvez, nem tenha existido.
É...talvez nem tenha existido.

Sentimento sempre é algo parcial.
É apenas um ponto de vista meu.
Ninguém, nunca, irá sentir como eu.
Portanto...a minha saudade da presença sua
pode ser algo inventado por mim...
e, se for, quem irá saber?
eu?

Improvável.

Tem horas que acho que te inventei.
E, se assim for,
minha saudade sua
de fato, não existe.

Da saudade II

Alice Ayres


Ainda relacionado a sentimento...
Tem horas que me perco quando sinto você
é...ainda me perco.
Confesso que quando é fato, não me engano.
E é fato que você não me faz bem.

Mas...sua presença, em mim, é incontrolável.
Quando, no presente, não te tenho,
não te quero
e não te sinto;
você ressurge no passado.
E é só lá que eu ainda te quero.

Se eu pudesse parar o tempo,
provávelmente, não estaria, agora, com você.
No entanto, se eu pudesse regredir,
voltar há dez anos,
nas chuvas de outubro que escondiam meu rosto do seu sorriso,
se eu pudesse voltar...não mudaria nada.

Se for pra te querer...
só te quero assim.

E não precisa toque.
Nem de lábios de pétala,
nem se as pétalas fossem de margaridas!
Só te quero se puder te olhar e te enxergar como eras...
Aquele que poderia, de fato,
ser meu chão e meu céu.
E eu, de fato, te amo.
Amo seu passado na minha vida
e que hoje só tem sentido,
porque, um dia, te senti meu.
Ainda que sem me tocar...
você foi meu.

Acabou.