quinta-feira, 21 de outubro de 2010

liberdade

Dar conceito é menosprezar,
é se ater ao mínimo,
reduzir ao ponto de secar
tal qual árvore que nunca existiu mais que broto.
Não deu sombra,
não deu frutos
nem sementes...
nem madeira para simular sonhos em forma de balanço
que fica ali, na família, por gerações...
no galho de  outra árvore...

Hoje, pra mim,
ser livre é arriscar...
e eu sou cativa do meu próprio medo.

Não quero secar agora...
pouco do meu verde não foi visto,
sentido ou percebido nem por mim.
e...eu quero ver a luz,
quero me esconder no escuro
tendo a certeza de ser, de novo, iluminada em seguida.
Quero ter vida,
sorrir de forma sincera
e sem promessas de ser assim pra sempre.
Quero florecer na primavera
sorrir pro mundo em forma de flor,
em cheiro de flor,
com beijo de pétala no vento
e lágrimas de chuva.

Quero deixar de ser cativa do meu medo
e ser cativada pelo meu sonho...

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