segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

o que escorre

Se chove
o cheiro muda
o ar umidece
a rua esvazia
minha boca emudece.

E o novo, de novo,
não sei se quero mais.
O passado é tão mais seguro...

e o que tem em mim de obscuro
eu reinvento.

Pensamento vai
se esvai em asas loucas
conexões absurdas
vozes roucas
frases curtas
vento na pele desmancha o suor
do meu esforço pra esquecer.

Me reinvento sozinha
sem arrependimento.
Me molho da chuva
me escorro com ela...
Arranhando meu corpo no caminho,
as marcas ficam.

Me deixo estar, então.
Que seja!

Um comentário:

@liny disse...

Amei o poema *__*

De vez enquando virei fazer um visitinha. Parabéns!