terça-feira, 21 de setembro de 2010

Palavras de lágrimas

Em vários momentos da vida,
tive dores reais.

Doeu quando levei uma pedrada no pé
de uma briga que nem era minha...
Doeu também quando bati a cabeça
na trave do gol e desacordei.
E doeu quando quebrou a garrafa de vidro
em cima do meu anelar da mão esquerda...
Foi assim também quando o Bóris, meu cachorro, fugiu...
E foi árduamente doloroso quando pessoas especiais,
pra mim, morreram.

Hoje eu não sangro por fora.
Ninguém morreu,
ninguém fugiu...

Mas dói...
dói como se tudo se quebrasse aqui dentro...
como se tudo se misturasse...ácido e base.
De neutro, hoje, aqui dentro, não tem nada...

Dói como se um dementador sugasse minha alegria,
meu passado feliz...
Dói como se o mundo desse cabeçadas em mim
e toda dor de amor se concentrasse
e fluísse em minhas veias...

Dói como se não fosse passar,
como se fôsse numa solitária
com perímetro de pregos,
cheiro de vômito,
e veneno de tarântula,
tudo em um metro quadrado,
sem janela.

Porém...como me sinto egoísta!!
Vai..não vou falar dessa dor,
não posso dividir meu erro
e perpetuá-lo na memória de mais alguém.

Vai...
porque minha dor vai passar
e espero que, com ela,
meu amor também se vá.

Nenhum comentário: