terça-feira, 13 de julho de 2010

Calor de noite fria

Noite fria...
Blusa de gola aquece teu pescoço,
o rubor do frio ataca teu rosto
e eu, me entregando à uma sutil imaginação,
rompo a distância que nos separa

pra te tocar.

Noite fria...
e eu queria ser o vento que, teu rosto, toca...
queria ser a gola que envolve tua nuca...
a blusa que te abraça,
a calça que te esquenta
e a meia que beija teus pés.

Te permitiria se vestir de mim.
Se aquecer de mim,
se cobrir de mim,
suar comigo.

O vento em teu rosto - minhas mãos,
passeando, se emaranhando em cabelos.
A gola da tua blusa - minha língua,
apoiada em lábios quentes
que, de tão quentes,
entorpecem
e arrepiam.

Tua blusa - meus seios,
num tocar de peles macias
que, por si só, se envolvem.

Tuas calças...
Coxa minha,
calor entre as coxas minhas,
meu suor no seu.

Beijo teus pés com os meus,
anunciando que,
o que aquece nuca tua,
caminhará por você...nua.
até a sola dos teus pés alcançar.

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