sábado, 13 de novembro de 2010

subjetivo concreto

Ah! mas eu vou!
e vou de ônibus...
Essa minha vida vista da janela de um carro,
a rua que eu não conheço mais...
tudo é vulto
e música sem vivência
que toca no meu auto falante quebrado.

Sei lá... hoje eu acordei com uma saudade de mim
e com a vontade mais intensa de todas
de juntar os meus cacos.

Tô quebrada há uns anos já...

As pessoas vêm e sempre vão.
Cada uma delas me constrói e me destrói.
e nem são só elas...

Teci um castelo de sonhos inconscientes,
de fatos conotativos e insensatos
mas tão lúcidos que até então não percebi....

Até um minuto atrás
a lucidez, a meu respeito, não fazia parte de mim...
e eu sei que ela vai embora.

mas, agora, quero gritar pro mundo
que eu, hoje, saio de ônibus.

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