quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dual

Há três anos
eu reclamava da rotina medíocre,
monótona e insaciável de revolta
em que eu vivia.
Endeusava a loucura,
a insensatez,
a lucidez obscura de ações irresponsáves.

Enlouqueci no limite - se é que isso existe.
Fui insana sem perder a "compostura".
Como?
Para uns, ainda sou santa...
exemplo de vida, força, garra e razão.

Para outros...
sou o exemplo da hipocrisa ridícula
da civilização ocidental.
A loucura me domina
e o teatro me revela.

Para mim??

Tô pedindo socorro.
Não quero me definir...
Preciso me definir?

Cada lágrima que cai
dói.
Se não existir definição
que aconteça, no mínimo, uma aceitação.
Minha aceitação.

Copiando uma banda que eu não gosto: "o inferno são os outros".

e...no momento, meu céu é você.

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