terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da saudade II

Alice Ayres


Ainda relacionado a sentimento...
Tem horas que me perco quando sinto você
é...ainda me perco.
Confesso que quando é fato, não me engano.
E é fato que você não me faz bem.

Mas...sua presença, em mim, é incontrolável.
Quando, no presente, não te tenho,
não te quero
e não te sinto;
você ressurge no passado.
E é só lá que eu ainda te quero.

Se eu pudesse parar o tempo,
provávelmente, não estaria, agora, com você.
No entanto, se eu pudesse regredir,
voltar há dez anos,
nas chuvas de outubro que escondiam meu rosto do seu sorriso,
se eu pudesse voltar...não mudaria nada.

Se for pra te querer...
só te quero assim.

E não precisa toque.
Nem de lábios de pétala,
nem se as pétalas fossem de margaridas!
Só te quero se puder te olhar e te enxergar como eras...
Aquele que poderia, de fato,
ser meu chão e meu céu.
E eu, de fato, te amo.
Amo seu passado na minha vida
e que hoje só tem sentido,
porque, um dia, te senti meu.
Ainda que sem me tocar...
você foi meu.

Acabou.

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