quinta-feira, 3 de março de 2011

Caminhos Sobrepostos

Mato, pedra e Sol.
Existem pedras que dão
mais prazer em pisar
que outras.

O suor que escorre,
porém,
marca.
O calor do Sol mata aos poucos
ainda que células da derme.

Eu piso, marco, amasso e vou embora.
Realidade paralela,
caminhos sobrepostos...
Minha pele marcada
de passado de um caminho
que não (nunca) é meu.

Não durmo
com a brisa lunar que aparece
em meio ao silêncio de todos os outros.

Não caminho.
O vento é que me faz caminho...
Paro na noite
me transformo em estrela
enxergo de longe todas as pedras...
Caminhos sobrepostos...
Na brisa noturna
sou alheia a quase todos eles...
menos àquele que me leva aos céus
e me faz voar.

Nenhum comentário: